Segunda etapa · TEMI

A prova prática do TEMI: como funciona e como treinar

É a etapa que separa quem sabe de quem sabe dizer. Estações de simulação, voz gravada e uma escala de seis níveis que mede a densidade da sua resposta — não a intenção dela.

Atualizado em setembro de 2026

O formato

A segunda etapa acontece em 15 de novembro de 2026, a partir das 8h, no Centro de Convenções de Pernambuco, Olinda (PE), cinco dias depois da teórica. São estações de simulação e cenários clínicos representativos da prática do intensivista, avaliadas por examinadores designados pela CTEMI com base numa matriz de competências.

O que se avalia vai além do conteúdo: habilidades técnicas para procedimentos, atitudes profissionais (ética, comunicação, trabalho em equipe), competência de decisão sob pressão e fluência na nomenclatura — a capacidade de discutir um caso com precisão terminológica, liderar a discussão clínica e integrar opiniões.

Os Marcos de Conhecimento, do 0 ao 5

O edital padroniza a correção em seis níveis hierárquicos, conforme a densidade, a precisão e a consistência do conhecimento demonstrado em relação ao tema central da questão — considerados junto com a atitude observada pelo examinador. Em termos práticos, é assim que a nota se comporta:

NívelO que costuma caracterizar a resposta
0Não responde, ou responde algo incorreto e potencialmente danoso
1Fragmentos soltos, sem conduta definida
2Reconhece o problema, mas erra a prioridade ou a conduta principal
3Conduta correta no essencial, com lacunas relevantes
4Resposta completa, priorizada e segura, com pequenas omissões
5Resposta densa, precisa e consistente, com justificativa fisiopatológica

A escala acima é a leitura da Vértice Quest sobre a descrição do edital, usada para calibrar a correção na plataforma; a régua oficial é aplicada pelos examinadores da CTEMI.

Por que ela derruba gente que sabe a matéria

Falar sob cronômetro, com um examinador em silêncio do outro lado, é uma habilidade separada de saber medicina. Quem estudou a vida inteira lendo e marcando alternativa chega à estação sem nunca ter dito em voz alta a sequência “estabilizo, investigo, trato” — e descobre ali que a resposta certa, dita de forma desorganizada, pontua como nível 2.

Some-se o calendário: quem passa na teórica em 10 de novembro descobre no dia 13 que está apto, e faz a prática no dia 15. Sobram dois dias. O treino da fala precisa ter acontecido antes.

Como a plataforma treina isso

São 26 estações construídas a partir das provas práticas de 2023 e 2024 e dos cenários da própria banca, com 122 desafios encadeados: o caso evolui conforme você responde, com tempo por desafio, como na estação real.

Você responde falando. A plataforma transcreve, compara com a resposta de referência da estação e devolve a nota de 0 a 5 com duas listas: o que você disse e pontuou, e o que era esperado e ficou de fora. É a segunda lista que muda a próxima tentativa.

Treinar as estações

Dúvidas

Sobre a segunda etapa.

A prova prática é eliminatória?
Sim. O edital a define como classificatória e eliminatória, e só é habilitado para ela quem passa na teórica combinada com a análise curricular.
A voz é mesmo gravada?
É. Cada candidato recebe um dispositivo individual de gravação na chegada, complementado com sua identificação imediatamente antes do início da sua atividade.
O que o examinador avalia além do conteúdo?
Linguagem e assertividade. O edital é explícito: nos níveis intermediários pesam o raciocínio clínico, a coerência da argumentação, a priorização das condutas e a segurança demonstrada.
Como a Vértice Quest corrige a resposta falada?
A sua fala é transcrita e comparada com a resposta de referência da estação; a nota sai na mesma escala de 0 a 5, com o que você acertou e a lista do que faltou dizer. São 26 estações e 122 desafios.

Na estação, o silêncio conta.

Treine a resposta em voz alta.