Método · preparação

Como estudar para o TEMI 2026: o roteiro que a prova cobra

Faltam 20 dias para a teórica. Este é o roteiro que usamos para passar — o que estudar, em que ordem, quanto tempo dedicar a cada eixo e quando parar de ler para começar a treinar arguição.

Atualizado em setembro de 2026

Painel · projeção de aprovação

Projeção · etapa teórica

54acertos projetados
em 90 questões

Hoje você passaria — por 5 acertos.

Seu corte (currículo 50–99)49

Comece medindo, não estudando

O erro mais comum é abrir o Tratado na página 1. A prova não cobra o livro inteiro por igual, e você não chega à véspera com tempo de tudo. O primeiro passo é descobrir onde você está: um simulado diagnóstico no formato da prova, cronometrado, sem consulta.

O resultado dá duas coisas que nenhum cronograma genérico dá — a sua distância até a linha de corte e o ranking das macroáreas em que você mais erra, em percentual, não em número de erros.

Ver o banco de questões e os simulados

Um ciclo de seis meses que funciona

O desenho abaixo assume seis meses e cerca de dez horas semanais. Quem tem três meses comprime as duas primeiras fases; quem tem doze, alonga a primeira.

FaseDuraçãoO que fazer
1 · Diagnóstico1 semanaSimulado no formato da prova e leitura fria do edital
2 · Cobertura3 mesesPercorrer os eixos do conteúdo programático, 20 a 30 questões/dia, capítulo depois do erro
3 · Arguição2 mesesManter as questões e somar estações de prova prática faladas, 2 a 3 por semana
4 · Reta final1 mêsSimulados cronometrados completos, caderno de erros e revisão espaçada do que já errou

Onde a prova concentra pontos

O conteúdo programático tem 14 macroáreas, mas elas não pesam igual. Nas provas oficiais que comentamos questão a questão, ventilação mecânica, hemodinâmica e choque, sepse e neurointensivismo somam consistentemente a maior fatia — e são, não por acaso, as que mais aparecem também na prova prática.

Isso não autoriza ignorar o resto: ética, cuidados paliativos e distúrbios metabólicos costumam trazer questões de resposta objetiva, que são pontos baratos para quem leu e caros para quem pulou.

Ver os eixos e a bibliografia oficial

O erro é o material de estudo

Refazer questão que você já acerta é conforto, não estudo. O que muda nota é voltar ao que você errou — e, antes disso, entender por que errou. Falta de conteúdo, falta de atenção na leitura e falta de tempo pedem três treinos completamente diferentes, e tratar os três como "preciso estudar mais" é o que trava candidato bom.

Um caderno de erros útil registra a macroárea, o tipo do erro e o que fazer a respeito. Na plataforma ele se monta sozinho ao fim de cada bloco e devolve o veredito: treinar leitura, treinar tempo ou aprofundar conteúdo — com a evidência do seu próprio desempenho ao lado.

A segunda etapa se treina falando

A prova prática é arguição em estação de simulação, com tempo por desafio e correção por Marcos de Conhecimento na régua de 0 a 5. Ninguém aprende a fazer isso lendo. É preciso falar em voz alta, ouvir a própria resposta e descobrir que o que estava organizado na cabeça sai desconexo pela boca.

Entre a teórica e a prática há apenas cinco dias em 2026 — 10 de novembro de 2026 e 15 de novembro de 2026. Quem deixa para começar ali chega sem repertório.

Como funciona a prova prática

Dúvidas de método

O que todo candidato pergunta.

Não achou a sua? Escreva — quem responde é um intensivista titulado, não um atendimento.

verticequest@gmail.com

Seis meses é o ciclo confortável para cobrir os eixos do edital com revisão espaçada. Três meses é o mínimo viável para quem já é intensivista atuante e vai usar o tempo em questão e revisão dirigida. Menos que isso vira aposta.

Faltam 20 dias.

Comece medindo onde você está.