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Título de especialista em medicina intensiva: como se tira

O caminho tem um nome só: aprovação no TEMI, o exame de suficiência da AMIB. Este guia explica o que é o título, quem pode prestar, como funcionam as duas etapas da prova e o que muda entre o título e o RQE no CRM.

Atualizado em setembro de 2026

O que é o título de especialista em medicina intensiva

É a certificação que reconhece o médico como intensivista perante a Associação Médica Brasileira. Quem o emite é a AMB, em conjunto com a AMIB — Associação de Medicina Intensiva Brasileira, a sociedade da especialidade. Na prática, é o documento que permite registrar Medicina Intensiva como especialidade no Conselho Regional de Medicina e é exigido em concursos, credenciamentos e coordenações de UTI.

A certificação por análise curricular isolada — aquela concedida uma única vez, quando uma especialidade é reconhecida — não se aplica mais. Hoje o único caminho é prestar prova.

O exame se chama TEMI

A prova de título de intensivista é o Exame de Suficiência para obtenção do Título de Especialista em Medicina Intensiva — o TEMI, aplicado uma vez por ano pela Comissão do Título da AMIB (CTEMI), na área Adulto. Em 2026 ele tem duas etapas eliminatórias e sequenciais:

EtapaFormatoQuando
Prova teórica90 questões de melhor resposta, 4 alternativas10 de novembro de 2026
Prova práticaEstações de simulação com arguição oral15 de novembro de 2026

As duas acontecem no Centro de Convenções de Pernambuco, Olinda (PE). Reprovar na teórica encerra o processo naquele ano — a prática só é aplicada a quem passou.

Ver o edital do TEMI 2026 destrinchado

Quem pode prestar

O edital admite duas portas de entrada. A primeira é a residência médica em Medicina Intensiva reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica. A segunda é o tempo comprovado de atuação em terapia intensiva, somado à pontuação curricular exigida no ano.

Em qualquer dos casos a análise curricular é obrigatória e tem consequência direta: ela define quantos acertos você precisa na teórica. Currículo melhor, corte mais baixo.

Análise curricularAcertos mínimos na teórica
Currículo 10048 de 90
Currículo 50 a 9949 de 90
Currículo abaixo de 5050 de 90

Título, RQE e o que cada um resolve

São dois documentos em sequência, e a confusão entre eles é frequente. O título é emitido pela AMB/AMIB depois da aprovação no TEMI. O RQE é o registro dessa especialidade no seu CRM, solicitado depois, apresentando o título.

O que aparece no seu carimbo, no contrato do hospital e nos editais de concurso é o RQE. Mas ele não existe sem o título — e o título não existe sem a prova.

Como se prepara quem passa

A teórica cobra os 14 eixos do conteúdo programático e se responde treinando questão no formato da banca. A prática é outra coisa: é arguição falada, com tempo, corrigida por Marcos de Conhecimento numa régua de 0 a 5 — e é a etapa que quase ninguém treina, porque quase não existe onde.

É esse o buraco que a Vértice Quest preenche: 439 questões comentadas das provas oficiais e 26 estações de prova prática que você responde falando, com correção na régua da banca.

Ver o roteiro de preparação

Perguntas frequentes

O que costumam perguntar sobre o título.

Como se tira o título de especialista em medicina intensiva?
Pela aprovação no TEMI, o Exame de Suficiência aplicado pela AMIB e chancelado pela Associação Médica Brasileira. Não existe mais concessão por análise curricular isolada: todo candidato presta a prova, que tem duas etapas eliminatórias — teórica e prática.
Quem pode fazer a prova de título de intensivista?
Médicos com residência médica em Medicina Intensiva reconhecida pela CNRM, ou com o tempo de prática e a pontuação curricular exigidos no edital do ano. A análise curricular é obrigatória para todos e define a sua nota de corte na teórica.
O título de especialista em medicina intensiva é o mesmo que o RQE?
Não, são coisas ligadas mas distintas. O título é emitido pela AMB/AMIB após a aprovação no TEMI; o RQE (Registro de Qualificação de Especialista) é o registro dessa especialidade no Conselho Regional de Medicina, feito depois, com o título em mãos.
Quantos acertos são necessários para passar na prova de título?
Depende da sua análise curricular: currículo 100 exige 48 acertos em 90; currículo entre 50 e 99 exige 49; currículo abaixo de 50 exige 50. Só quem passa na teórica é chamado para a prática.
O título de intensivista precisa ser revalidado?
O título em si não expira, mas a AMIB mantém programas de recertificação e educação continuada. Para efeito de concurso, credenciamento hospitalar e remuneração, o que vale é o título registrado como RQE no CRM.

O título passa pela prova.

A prova é em 10 de novembro de 2026.